quinta-feira, 18 de agosto de 2016

NOITE



NOITE

Estende teu tapete de veludo negro
e leva meus pesadelos.
Bebe o que sobrou de estilhaços
nas fendas que deixei sob a língua
e acorda o pássaro noturno
para que ele acenda as estrelas menores
e o meu sonho possa ser
a metáfora de um poema adormecido.

Basilina Pereira

2 comentários:

Clau Assi Poesias disse...

Domingo acabando, aqui em São Paulo tarde fria...nada melhor que passar por aqui e aquecer a alma.
Beijo ternurento e votos de boa semana.
Clau Assi

Basilina disse...

Obrigada pela visita, querida. Um grande abraço cheio de saudade.