sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O GRITO Pasma a criança à frente do Universo, sente o instante em que seguir é tudo, qual o teu canto, em mundo tão disperso? Na foz do eco não vale ficar mudo. O acaso é a dança onde tentar se impõe, um novo passo é preciso criar, cada caminho é único, outro não dispõe da estrada certa pra vida passar. Cada flor colhida manchará os vales com cinzas mortas, dispersas no além, galhos famintos cobertos por xales em tons diversos chorarão também. O vento seco que ruge adiante quer a vereda, a canção e o verso, haverá sinais, estrela brilhante pra indicar na terra o destino certo? Cada resposta não será pra todos, importa mais se ousei e vivi, finca no topo o teu mastro de fogo e grita ao mundo: eu estive aqui! Basilina Pereira

2 comentários:

Walmir disse...

os perigos de ousar são sempre compensadores, Basilina. Belo poema.

Eliana Sebben disse...

O Grito,sem dúvida, é o que eu mais me identifiquei,você é artesã das palavras....... amei