quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

METAMORFOSE

Se canto minha canção azul,
vão dizer que transmutei: anil e ar.
Mas se piso a pedra quente
e viro brasa:
então sou eu - em carne e veias -
a fera desvairada das alcovas,
que bebe as noites no contorno das estrelas
e faz-se nua para versejar.
Não sabem eles: o maior silêncio
é o que grita nas entranhas
para o poema brotar.

Basilina Pereira

Um comentário:

Clau Assi Poesias disse...

Passando para falar de saudades e desejar que “as águas de março” tragam muita poesia.
Big beijo ternurento
Clau Assi