quarta-feira, 4 de março de 2015

CREPUSCULAR

No cume da tarde
o sol derrama nuances de fogo
sobre o telhado das nuvens
e encanta o olhar viajante,
perdido entre um risco de pássaro
e uma nota de silêncio que, extasiada,
renuncia ao sopro na brisa.
O momento é único:
tira a emoção de sua rota habitual
e aciona aqueles acordes
que só se costuma ver em uma canção de amor.
E enquanto a noite não chama o escuro,
mãos se agitam à procura do encontro
e o sentimento faz da vida
um poema diante do espelho.


Basilina Pereira

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