O PONTO “Z”
Procuro um ponto que oscile
entre a tarde e a manhã,
entre o frio e o calor,
entre a casca e a maçã.
Que fique entre aqui e lá,
talvez entre choro e o riso,
no meio de dois segundos:
é tudo de que preciso.
Um ponto que se coloque
entre a coragem e a ousadia
e de carona numa ideia
desafie a utopia.
Mas será que ele existe,
tão delimitado assim:
um átimo entre a razão
e a emoção que existe em mim?
Que desabrocha e aflora
só na presença do amor,
descarta esta que pareço,
busca a outra aonde for.
Seria o tal ponto...”Z”
que alguns dizem que não há?
Sei que existe, com certeza,
é questão de procurar.
Basilina Pereira
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
DIVAGAÇÕES SOBRE O SILÊNCIO
DIVAGAÇÕES SOBRE O SILÊNCIO
Dizem que o silêncio fala,
como será sua voz?
Quantas roupagens podemos lhe emprestar?
Quem cala consente, dizem ainda.
Será?
Talvez falte a resposta certa, só isso.
Ás vezes, fogem todas as palavras
que gostaríamos de dizer...
e também de ouvir.
Na calada da noite,
a ausência de som fustiga os pensamentos,
atormenta-os até,
pois que, presos em seu casulo sem cor,
nunca poderão revelar seus segredos.
Também já lhe cunharam de adorno,
feito do mais nobre metal:”silêncio de ouro”!
Em assim sendo, será que ele reluz?
Nada disso me convence.
O silêncio é mesmo o que é:
um hiato entre o pensamento e a palavra,
cada um dá a ele a nuance que quiser.
Basilina Pereira
Dizem que o silêncio fala,
como será sua voz?
Quantas roupagens podemos lhe emprestar?
Quem cala consente, dizem ainda.
Será?
Talvez falte a resposta certa, só isso.
Ás vezes, fogem todas as palavras
que gostaríamos de dizer...
e também de ouvir.
Na calada da noite,
a ausência de som fustiga os pensamentos,
atormenta-os até,
pois que, presos em seu casulo sem cor,
nunca poderão revelar seus segredos.
Também já lhe cunharam de adorno,
feito do mais nobre metal:”silêncio de ouro”!
Em assim sendo, será que ele reluz?
Nada disso me convence.
O silêncio é mesmo o que é:
um hiato entre o pensamento e a palavra,
cada um dá a ele a nuance que quiser.
Basilina Pereira
CUMPLICIDADE
CUMPLICIDADE
Hoje amanheci
com o teu cheiro em minha pele.
Talvez porque dormi no teu sono
e acordei no teu sorriso.
O sonho que me rondou a noite
veio de longe...
dos dias em que não havia sombras
nem lágrimas.
Só cumplicidade no olhar,
música de passos,
abraços
e uma certeza plena de infinito.
Basilina Pereira
Hoje amanheci
com o teu cheiro em minha pele.
Talvez porque dormi no teu sono
e acordei no teu sorriso.
O sonho que me rondou a noite
veio de longe...
dos dias em que não havia sombras
nem lágrimas.
Só cumplicidade no olhar,
música de passos,
abraços
e uma certeza plena de infinito.
Basilina Pereira
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
TINTAS
TINTAS
Meu verso não rima mais.
Cansou de esperar o amor
que me nega seus abraços.
E a lembrança dos seus beijos
vai sumindo na fumaça...
seus passos, com som de música,
já não aduzem esperança
e o brilho dos seus olhos
hoje dorme na distância.
Sozinha no quarto escuro,
junto tintas na saudade
e espalho no poema.
Basilina Pereira
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
CAFÉ DA MANHÃ
domingo, 3 de janeiro de 2010
DE PEITO ABERTO
DE PEITO ABERTO
Abro a janela.
Há tanta vida lá fora:
luz, pássaros, flores...
e pensar que tem gente se matando,
maldizendo a vida,
lavrando no escuro
a terr aprometida...
por medo
de ncarar o novo dia,
de dar chance à alegria,
de abrir aquela porta,
de buscar o que importa
e enfrentar cada passo com coragem,
porque o longe, de repente, se faz perto
e o futuro acena de peito aberto.
Basilina Pereira
EM SILÊNCIO
EM SILÊNCIO
O silêncio é a pedra de sal
que resiste aos tremores da alma.
Longe das madrugadas,
o vento escorre lúbrico
e colhe a sensação da chuva
que transborda das paixões lunáticas.
Só as estrelas descortinam...
Seu medo não destrói o medo do escuro,
mas transpõe a barreira das lágrimas
e, em silêncio, descansa no poema
Basilina Pereira
O silêncio é a pedra de sal
que resiste aos tremores da alma.
Longe das madrugadas,
o vento escorre lúbrico
e colhe a sensação da chuva
que transborda das paixões lunáticas.
Só as estrelas descortinam...
Seu medo não destrói o medo do escuro,
mas transpõe a barreira das lágrimas
e, em silêncio, descansa no poema
Basilina Pereira
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