quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
GAVETASO dia me acorda em preto e branco.
Abro a janela e...lá está: o sol,
com todo aquele dourado atrevido,
convidando-me à vida.
Por onde começar? Tantas gavetas...
algumas cheirando a bolor, sinal dos tempos.
Mas, então, já não é hora do descarte,
enterrar de vez aqueles sons
que surgem no meio da noite?
Mas como, se não há outra música para ouvir?
........................
Será? Às vezes, insistimos tanto em quebrar as pedras
e nos esquecemos de adubar as flores.
Basilina Pereira
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
RECICLAGEM
RECICLAGEM
Já não sei dos dias,
já não sei das horas, nem dos meus limites
que se perderam todos no terno ofício
de pensar em ti.
Trago teu sorriso entre meus dedos,
teu olhar em meu rubor
e o teu perfume na memória,
- que os lençóis –
já se recusam a reciclar o tempo:
tão curto, tão louco,
todo rasgado em fantasias.
Basilina Pereira
Já não sei dos dias,
já não sei das horas, nem dos meus limites
que se perderam todos no terno ofício
de pensar em ti.
Trago teu sorriso entre meus dedos,
teu olhar em meu rubor
e o teu perfume na memória,
- que os lençóis –
já se recusam a reciclar o tempo:
tão curto, tão louco,
todo rasgado em fantasias.
Basilina Pereira
GAVETAS
GAVETAS
O dia me acorda em preto e branco.
Abro a janela e...lá está: o sol,
com todo aquele dourado atrevido,
convidando-me à vida.
Por onde começar? Tantas gavetas...
algumas cheirando a bolor, sinal dos tempos.
Mas, então, já não é hora do descarte,
enterrar de vez aqueles sons
que surgem no meio da noite?
Mas como, se não há outra música para ouvir?
........................
Será? Às vezes, insistimos tanto em quebrar as pedras
e nos esquecemos de adubar as flores.
Basilina Pereira
O dia me acorda em preto e branco.
Abro a janela e...lá está: o sol,
com todo aquele dourado atrevido,
convidando-me à vida.
Por onde começar? Tantas gavetas...
algumas cheirando a bolor, sinal dos tempos.
Mas, então, já não é hora do descarte,
enterrar de vez aqueles sons
que surgem no meio da noite?
Mas como, se não há outra música para ouvir?
........................
Será? Às vezes, insistimos tanto em quebrar as pedras
e nos esquecemos de adubar as flores.
Basilina Pereira
terça-feira, 21 de setembro de 2010
DEVANEIO
Ah! saudade!
Como é bom acariciar o tempo,
momentos distantes, longes dias.
Pensar que o passado pode voltar numa luz,
deslizar sobre o horizonte, qual miragem.
E esses delírios...
que balançam precipícios!
brincam de esconde-esconde,
pegam carona com o vento
Ah! saudade!
Como é bom acariciar o tempo,
momentos distantes, longes dias.
Pensar que o passado pode voltar numa luz,
deslizar sobre o horizonte, qual miragem.
E esses delírios...
que balançam precipícios!
brincam de esconde-esconde,
pegam carona com o vento
e até simulam voo só pra tirar os pés do chão.
A manhã, insistente,
pergunta por minhas asas.
Asas? Não as quero mais, tenho meus versos.
Basilina Pereirasábado, 4 de setembro de 2010
O RISCO
O RISCO
De través, o verde da pedra.
A hora ignora a sua aparência de trilhos,
que viver é algo assim...
...como poetar.
Tem que se achar a palavra
que caiba no contexto
e deixar o RISCO
cumprir sua trajetória.
Basilina Pereira
De través, o verde da pedra.
A hora ignora a sua aparência de trilhos,
que viver é algo assim...
...como poetar.
Tem que se achar a palavra
que caiba no contexto
e deixar o RISCO
cumprir sua trajetória.
Basilina Pereira
AS HORAS
AS HORAS
As horas alimentam-se da compaixão:
COMPAIXÃO
pelos corações que pulsam no ritmo da monotonia;
COMPAIXÃO
por olhares que atravessam o silêncio do jardim,
sem sentir a presença do esplendor que lhes acena;
COMPAIXÃO
dos vultos ocupados, soterrados por paletós e gravatas,
tentando abrir um buraco na tarde
e voar sobre os seus sonhos;
COMPAIXÃO
pelo desejo de fuga dos que marcham sem sair do lugar;
COMPAIXÃO
pelo tempo perdido por quem se esqueceu
da predição da morte;
COMPAIXÃO
...
Basilina Pereira
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