CUMPLICIDADE
Hoje amanheci
com o teu cheiro em minha pele.
Talvez porque dormi no teu sono
e acordei no teu sorriso.
O sonho que me rondou a noite
veio de longe...
dos dias em que não havia sombras
nem lágrimas.
Só cumplicidade no olhar,
música de passos,
abraços
e uma certeza plena de infinito.
Basilina Pereira
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
TINTAS
TINTAS
Meu verso não rima mais.
Cansou de esperar o amor
que me nega seus abraços.
E a lembrança dos seus beijos
vai sumindo na fumaça...
seus passos, com som de música,
já não aduzem esperança
e o brilho dos seus olhos
hoje dorme na distância.
Sozinha no quarto escuro,
junto tintas na saudade
e espalho no poema.
Basilina Pereira
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
CAFÉ DA MANHÃ
domingo, 3 de janeiro de 2010
DE PEITO ABERTO
DE PEITO ABERTO
Abro a janela.
Há tanta vida lá fora:
luz, pássaros, flores...
e pensar que tem gente se matando,
maldizendo a vida,
lavrando no escuro
a terr aprometida...
por medo
de ncarar o novo dia,
de dar chance à alegria,
de abrir aquela porta,
de buscar o que importa
e enfrentar cada passo com coragem,
porque o longe, de repente, se faz perto
e o futuro acena de peito aberto.
Basilina Pereira
EM SILÊNCIO
EM SILÊNCIO
O silêncio é a pedra de sal
que resiste aos tremores da alma.
Longe das madrugadas,
o vento escorre lúbrico
e colhe a sensação da chuva
que transborda das paixões lunáticas.
Só as estrelas descortinam...
Seu medo não destrói o medo do escuro,
mas transpõe a barreira das lágrimas
e, em silêncio, descansa no poema
Basilina Pereira
O silêncio é a pedra de sal
que resiste aos tremores da alma.
Longe das madrugadas,
o vento escorre lúbrico
e colhe a sensação da chuva
que transborda das paixões lunáticas.
Só as estrelas descortinam...
Seu medo não destrói o medo do escuro,
mas transpõe a barreira das lágrimas
e, em silêncio, descansa no poema
Basilina Pereira
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
QUANDO O VENTO SOPRA
QUANDO O VENTO SOPRA
O dia sempre chega, concretizando a luz,
e liberta o tempo que estivera preso em sua hora.
Por vezes é preciso destruir para reconstruir
e, quando o vento sopra, há que se esquecer as mágoas
partir para metas mais tangíveis
ou até inverter o sentido da flecha.
Quem não domina as palavras,
pode procurar a riqueza que se esconde no silêncio...
...intuir que a sabedoria ultrapassa o conhecimento
e crer que a felicidade plena só se alcança pelo amor.
Basilina Pereira
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
NAS ENTRELINHAS
Sonhei fazer um poema
com letras vindas do céu
que contivesse o emblema
desse sorriso - só seu.
Que a mensagem verdaeira
jorrasse nas entrelinhas
retirasse sua canseira,
tristeza, mágoa? Não tinha!
Fossse simples como o dia,
perfeito igual um abraço,
com o enleio da poesia
registrado em cada traço.
Eu sei, não é coisafácil...
o que sinto é meu momento,
pretendo um verso tão grácil
e não consigo. Mas tento!
Basilina Pereira
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